30.10.09

Debate: COMUNICAÇÃO É DIREITO HUMANO!*

Sabia que comunicação não é só um curso superior, um produto, um campo de conhecimento acadêmico que estuda os processos de comunicação humana, um processo através do qual elementos de determinados grupos compartilham códigos e significados e tornam comuns ativos de informação ou conteúdos, a transmissão de uma mensagem - exposição oral ou escrita - sobre determinado tema?

COMUNICAÇÃO É DIREITO HUMANO!*

Sabia que cerca de 80% das informações que os gaúchos e gaúchas consomem provém de um mesmo grupo empresarial controlado por uma única família?

Sabia que as leis brasileiras proíbem o monopólio dos meios de comunicação e que uma mesma pessoa tenha canais de TV e rádio num mesmo Estado? (Parece que a mídia não gosta muito de leis...)

Sabia que a “Lei dos Meios”, aprovada na Argentina recentemente, dividiu o espectro de radiofrequência, onde se localiza o canal utilizado por uma emissora de rádio ou televisão, em três partes iguais, sendo que um terço ficou reservado para a sociedade civil não-empresarial e sem fins lucrativos (igrejas, sindicatos, universidades, ongs, entidades comunitárias, entre outros), e o restante para o setor público-estatal e grupos privados com fins comerciais?

E que essa mesma lei diz que a publicidade infantil não deve incitar a compra de produtos, e institui um limite 20% do tempo diário de um canal para toda a publicidade?

Sabia que nos dias 17 e 18 de novembro acontecerá a Conferência Estadual de Comunicação, na qual serão eleitos delegados que participarão da Etapa Nacional?


Sabia que de 14 a 17 de dezembro, em Brasília, acontecerá a I Conferência Nacional de Comunicação? (Há boatos de que ela é fruto de uma antiga luta pela democratização da comunicação...)

Sim? Não? Então venha discutir conosco!

A luta pela democratização da comunicação e a 1ª Conferência Nacional de Comunicação

Quando? 11 de novembro, quarta-feira, das 8h30 às 12h.

Com quem?

Bruno Lima Rocha, possui graduação em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001), mestrado e doutorado em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (respectivamente, 2004 e 2009), professor (Comunicação/Unisinos), atua nos seguintes grupos de pesquisa: Emerge (UFF-IACS), Nupesal (UFRGS-IFCH) e Cepos (Unisinos-PPG Com), editor do sítio Estratégia e Análise e militante da Abraço (Associação Brasileira de Rádios Comunitárias).

Eduardo Vizer, possui graduação em Licenciatura Em Sociologia pela Universidad de Buenos Aires (1969) , especialização em Psicodrama Terapêutico e Pedagógico Grupal pelo Associação Argentina de Psicodrama e Psicologia de Grupo (1982) , especialização em Teorias da Comunicação Lingüística e Semiologia pelo Instituto Di Tella (1971) , doutorado em Sociologia pela Universidade de Belgrano (1983) , pós-doutorado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2004) , pós-doutorado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2003) , pós-doutorado pela University of Massachusetts at Amherst (1987) , pós-doutorado pela University of Massachusetts at Amherst (1986) , pós-doutorado pela Universidade de Bonn (1985) e pós-doutorado pela Mcgill University (1989) . Atualmente é Consulto (Catedrático) da Universidad de Buenos Aires, professor titular da Universidade Nacional de La Pampa, Professor Visitante da Universidade Católica da Argentina, Consultor da Universidade Federal Fluminense, Professor Visitante da Universidade Federal Fluminense, do Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina, Coordenador do Organização das Nações Unidas Para Educação Ciência e Cultura, Membro de corpo editorial do Contracampo (UFF), Membro de corpo editorial da Rastros (Joinville), Membro de corpo editorial da Em Questão (UFRGS), Membro de corpo editorial da InTexto e Membro de corpo editorial da Debates do NER (UFRGS). professor e pesquisador da Faculdade de Ciências Sociais do Instituto Gino Germani da Universidade de Buenos Aires (UBA).

Cristina Feio de Lemos, professora (Letras/UFRGS), Servidora pública federal, Diretora da Sec. Comunicação do Sintrajufe-RS, Diretora Estadual da CUT-RS, militante da Marcha Mundial das Mulheres e membro da Comissão Rs Pró Conferência Nacional de Comunicação e da Comissão Estadual de Organização da Confecom-Etapa RS

Onde? Auditório da Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação) da UFRGS - Ramiro Barcelos, 2705 - Porto Alegre - RS
Informações:
Ana Lúcia Behenck Mohr
Jornalismo-UFRGS
analumohr@gmail.com

Cooperativa 20 de novembro: construindo a reforma urbana

Do www.brasilautogestionario.org

O embrião da Cooperativa surge em 20 de Novembro de 2006, no prédio ocupado pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia no centro de Porto Alegre. A ocupação em questão teve como objetivos denunciar os vazios urbanos, a especulação imobiliária e provocar o debate da reversão de imóveis utilizados para fins ilícitos para moradia popular, pois o imóvel em questão, construído com dinheiro público e privatizado fora utilizado pelo PCC em tentativa de assalto.

Após serem despejadas do prédio em Março de 2007, as famílias do MNLM retomaram os núcleos de produção e com seu trabalho restauraram o imóvel público onde encontram-se assentadas provisoriamente.

Hoje a Cooperativa 20 de Novembro tem abrangência municipal e gera renda para os e as militantes do movimento além de uma porcentagem do resultado obtido ser revertido para a luta do MNLM na cidade.


* Comunicação Visual – Serigrafia, designer gráfico, cartões de visita, criação de sites e blogs.
* Alimentação – Refeições para eventos e padaria
* Artesanato – Acessórios em crochê, tricô e materiais reciclados.
* Prestação de Serviço – Diaristas, manicure e pedicure, gesseiro

Endereço: Av. Padre Cacique, 1345. E-mail: coopvinte@gmail.com – Fone: (51) 3233 0419 – CEP: 90810-240 – Porto Alegre-RS

24.10.09

Utopia e Luta - não aos Transgênicos

(organismos geneticamente Modificados- OGMs) , OuTrA caMpAnHa:VoTe Na ViDa. Ato e manifesto no dia 21 de outubro de 2009: dia mundial de luta contra os trans... Hasta la Vitoria!!
Porto Alegre-RS Comunidade Autônoma utopia e luta

16.10.09

Vandana Shiva questiona alarme da FAO que agora fala em um bilhão de pessoas famintas no mundo

A intelectual indiana Vandana Shiva defende: "Foram os métodos de desenvolvimento equivocados que causaram a fome de centenas de milhões de pessoas. E a FAO também é responsável por isso" - que em seu último relatório divulgado essa semana, registrou um aumento de 9% nos famintos.

A reportagem é de Francesca Caferri e Anais Ginori, publicada no jornal La Repubblica, 15-10-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto. [fonte: Instituto Humanitas Unisinos]

Eis a entrevista.

Está dizendo que a denúncia de ontem é inútil?


Não, digo que ela chega com atraso. Mas talvez agora eles também vão entender que pensar "business as usual" não é mais possível. É preciso repensar qual modelo de agricultura se quer. É importante prestar atenção nas cooperativas, nas mulheres que estão no campo, nos modelos territoriais.

O diretor da FAO, Jacques Diouf, apontou o dedo contra a crise econômica e as consequentes reduções dos financiamentos, dentre outras coisas. A senhora compartilha pelo menos dessa parte da análise?

Mais dinheiro para coisas erradas só tornarão a agricultura mais vulnerável. Mais dinheiro para comprar substâncias químicas significa, a longo prazo, aumentar o número das pessoas que irão sofrer com a fome. Significa colocar os produtores em uma armadilha sempre mais profunda: deverão fazer mais dívidas para comprar sementes transgênicas e produtos fertilizantes. Se esse é o caminho, não virá nada bom dos financiamentos. Poucos ou muitos.

Qual caminho seria preciso seguir, em sua opinião?

Dar dinheiro de um modo correto. Apoiar a agricultura de pequena escala, o uso das sementes locais. Oferecer apoio a quem investe no biológico. E não dar subsídios para os fertilizantes químicos.

Segundo a senhora, quais são as responsabilidades dos países ricos?

Elas impuseram o uso de transgênicos: fizeram isso com a arma do dumping, oferecendo subsídios aos produtores dessas substâncias, que puderam, assim, ser vendidas a baixo custo nos países pobres, criando uma dependência.

É um processo reversível?

Talvez. Mas é preciso, sobretudo, ser parado. Nesse sentido, a crise econômica pode, ou melhor, deve ser uma oportunidade. Voltar a uma escala local de produção e de consumo, apoiar o biológico. E acabar com os subsídios que, lembremo-nos, são pagos pelos contribuintes: seria bom que fossem usados de outro modo.

Mas os supermercados biológicos são muitas vezes sinônimos de "caro"...

Por causa dos subsídios. Se não existissem, não seria assim. Há países e regiões que interromperam o ciclo e demonstraram com fatos o que eu estou dizendo: tomemos o caso de Cuba, do Brasil ou da Toscana, que recebeu reconhecimentos em nível mundial pelo seu modelo agrícola de excelência, que tem base local e repudia os transgênicos.

8.10.09

Trabalhos Mostra de 5º ano

Um trecho de 20 min., com cenas de trabalhos do Coletivo Catarse que estão na Mostra 5 anos à margem, todas as quintas, 19h, no Auditório do Arquivo Público, Riachuelo, 1031, Centro de Porto Alegre.


[para saber mais sobre os vídeos]

[divulgação na imagem ao lado]

A Catarse estará exibindo esta faceta de seu trabalho com médias e longas-metragens, animações, documentários e cinerreportagens, sempre nas quintas-feiras, às 19h, no APERS, até 5 de novembro.

As exibições serão seguidas de debates. Entrada Franca.

27.9.09

Há 5 anos dando murro em ponta de faca

10.9.09

O Olho da Revolução - Mostra de Filmes no CineBancários



O Coletivo Catarse, em parceria com a Associação Cultural José Martí/RS, o CineBancários e SindBancários, está promovendo a Mostra Santiago Álvarez - O Olho da Revolução. Os filmes foram trazidos pela Thais Fernandes, de Cuba, em outubro de 2008.

Um dos realizadores mais importantes do cinema cubano, Santiago Álvarez, terá alguns de seus filmes exibidos em uma mostra inédita. Sua obra documental vai do registro da revolução cubana a reflexões sobre momentos históricos das Américas e da Ásia. Fundador e editor do noticiário ICAIC Latinoamericano, sua produção se destaca pela presença ativa do jornalismo, genial uso da montagem e emprego de áudio como parte indissolúvel da ação dramática.

O ICAIC - Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográficos – foi a primeira instituição criada pelo governo revolucionário de Cuba. Em 2009, ambos completam 50 anos.

A obra de Santiago, por motivos diversos, ainda é desconhecida do público brasileiro. A seleção da Mostra Santiago Álvarez – O Olho da Revolução, é resultado de uma coletânea de 3 DVDs lançada pelo ICAIC, com alguns dos filmes realizados pelo documentarista. São ao todo 14 filmes, entre curtas, médias e longas.

24/09/09, às 19:00, debate com ORLANDO SENNA

Local: CineBancários

Rua: General Câmara, 424 – Porto Alegre


ORLANDO SENNA

Cineasta, roteirista, escritor, jornalista e professor de cinema, foi Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura de 2003 a 2007 e diretor geral da TV Brasil de 2007 a 2008. Foi também diretor da Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Banõs, sediada em Cuba. Realizou, em 1988, em parceria com Santiago Álvarez, o documentário BrasCuba.